terça-feira, 5 de maio de 2009

Alterações às portarias n.ºs 143 e 144/2009, de 5 de Fevereiro

Foi publicada em Diário da República a portaria nº 458-A/2009, de 4 de Maio, http://dre.pt/pdf1sdip/2009/05/08501/0000200004.pdf, que altera algumas normas em relação às portarias n.ºs 143 e 144/2009, de 5 de Fevereiro.
Brevemente , a Direcção da ANPLED irá pronunciar-se sobre o seu conteúdo, não deixando de realçar que no fundamental, e retirando normas que a todos nos pareceram "absurdas", se tratou de uma operação de "maquilhagem" pelo que devemos continuar a insistir nas alterações que nos parecem fundamentais e que continuam há uns anos por considerar.

DEFENDER - PESCAR - PRESERVAR

A Direcção da ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos

segunda-feira, 4 de maio de 2009

ANPLED - Corpos Sociais e Actividade da Associação

Na sequência da Assembleia Geral de Associados Fundadores, que se realizou a 4 de Abril, em Fontanelas - Sintra, a ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos, elegeu os órgãos sociais necessários ao seu funcionamento.

A lista eleita pelo período de um ano é a seguinte :

Lista A
Assembleia Geral
Presidente: João Miguel Costa;
Vice-Presidente: Dinis Ermida;
Secretário: Nuno Monteiro;
Suplente: Raul Ferrão

Direcção
Presidente: João Emílio Borges;
Vice-Presidentes: Fernando Encarnação e Jó Pinto;
Secretários: Gil Monteiro, Fernando Sousa e Ricardo Cascais;
Tesoureiro: Rui Rodrigues;
Suplente: Luís Nabais

Conselho Fiscal
Presidente: José Amorim;
Vogais: Vítor Maia e Ramiro Santos;
Suplente: Paulo Correia

Conselho Permanente
Sócios Fundadores: Mário Barros, José Afonso, Júlio Monteiro, Diogo Águas e Paulo Santos;
Suplente: Alberto Reis

Entre um conjunto de assuntos igualmente debatidos pelos presentes, foram aprovadas as quotas da Associação sendo o seu valor consultável na ficha para associado que anexamos, bem como no site http://www.anpled.org/, o qual embora em construção, contém desde já informação sobre os assuntos da associação.

Foi decidido igualmente na Assembleia de Fundadores, iniciar de imediato uma campanha nacional de angariação de associados, para a qual conta com a colaboração de importadores, na distribuição das fichas de adesão, e das lojas de pesca, na informação e divulgação da associação.

Em reunião da Direcção realizada no final do passado mês foi decidido adoptar o logotipo supra reproduzido após consulta promovida pela Direcção e de acordo com as propostas que entretanto foram recepcionadas.
Solicita a Direcção da ANPLED, que os associados fundadores, bem como todos os que manifestaram interesse em ser associados efectivos, ou o venham a manifestar, imprimam, preencham todos os campos obrigatórios da ficha para associado e a enviem de acordo com as instruções contidas na referida, acompanhada pelo valor da quota e de uma fotografia tipo passe para :

ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos
Apartado 1168EC
Agualva- Cacém
2736-999 Agualva - Cacém

Deverão identificar o pagamento claramente, através do nome completo e morada, remetendo comprovativo conjuntamente com a proposta.

Constituída com os objectivos de defender e divulgar a pesca lúdica e desportiva, a ANPLED, está aberta à participação de todos os interessados, que se revejam nos seus objectivos e queiram contribuir para uma legislação mais justa e equilibrada.
Nesse sentido e de acordo com contactos preliminares já efectuados, tanto com o poder politico como legislativo, irá de imediato iniciar o agendamento de audiências ao mesmo tempo que produzirá um documento sobre as portarias 143 e 144/2009, contestando aquilo que coloca em causa o presente e o futuro da actividade, bem como sugerindo outras que lhe parecem apropriadas.

CONTAMOS COM TODOS OS INTERESSADOS NA DIVULGAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO.
DEFENDER - PESCAR - PRESERVAR

A Direcção da ANPLED - Associação Nacional de Pescadores Lúdicos e Desportivos

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nó FG

Nó para união de linhas PE (GSPE, multifilamentos) e linhas Mono (nylon, flurocarbono), muito utilizado e recomendado para a pesca com zagaia (jigging).


"Upgrade" do carreto Spheros 14000FA - I

O "upgrade" do carreto Shimano Spheros 14000FA (válido também para o tamanho 12000FA), consiste na substituição dos 3 discos de feltro do sistema de travão (que se encontra no interior da bobina), por 3 discos de fibra de carbono (carbontex), e na substituição de uma anilha de plástico (que encontramos no lado direito do veio da manivela, colocada por baixo da roda de coroa, no chassis do corpo do carreto), por um rolamento de esferas (dimensões 9mmx17mmx5mm), para apoio e equilíbrio do carreto.
Com esta operação procuramos aumentar a capacidade do travão, em cerca de 3 a 4 kg, e suavizar o mesmo, tornando-o mais progressivo, evitando as tão desagradáveis intermitências quando sujeito às arrancadas de um peixe mais potente.

Aqui, mostramos a primeira fase do procedimento. A substituição dos discos de feltro pelos discos de fibra de carbono, no sistema de travão.


Merci, Johann.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Nem tudo o que luze é ouro"


«Pela Internet começou ontem a circular um vídeo, de autoria desconhecida, dando conta dos interiores de "luxo" do Atlântida. Intitulado "Atlântida: O Estranho Caso de um Navio", este vídeo tem quase cinco minutos de duração e mostra pormenores interiores e exteriores do ferry, nomeadamente os três salões de luxo e o mini casino, entre outros. Entretanto, sabe-se já, os ENVC têm interessados na compra do Atlântida.»

(in Diário de Notícias)

Terá o Governo Regional, da Região Autónoma dos Açores, considerado que este navio, era aquilo a que se chama de "pérolas a porcos"? Mais uma vez...Ou então, "nem tudo o que luze é ouro".

sexta-feira, 27 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

"Metal"... do Bom.

Nos Balcãs - Sérvia, Montenegro, Macedónia..., existe uma tradição musical que se funde com a cultura dos diferentes povos da região.
Responsável pela "mediatização" dessa música "cigana", Goran Bregovic (compositor sérvio de muitos dos filmes de Emir Kusturica), apresenta-nos algumas versões mais "trabalhadas" dessa tradição balcânica, que é a orquestra de metais ("brass band") - considerada uma quase "tradição musical nacional".
Expoentes máximos dessa expressão musical são Boban Markovic e Marko Markovic - http://www.myspace.com/bobanimarko - Sasa Krstic, Cambo Agusev, entre outros conhecidos e "anónimos".
Autênticos deuses do trompete.
O festival de Guca, na Sérvia, é um dos pontos altos daquele género musical.
O que vos trago, não são as versões de Bregovic, mas algo que está mais próximo da genuína raíz popular balcânica.

Por último, não podia deixar de trazer o incontornável Goran Bregovic, fiel às suas raízes tradicionais, em versão Eurovisão.

E uma extraordinária Magdi Ruzsa.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Algumas verdades...

... sobre o que dizem ser uma espécie de país...




quinta-feira, 5 de março de 2009

Turismo Cultural em Congresso

Uma iniciativa inédita em prol do desenvolvimento local.


Que terra tão "riquinha"...





Resposta ao artigo publicado no Expresso Economia – 28 Fevereiro de 2009- "Uma rica terra alentejana"

"A Riqueza da Terra
A primeira coisa que gostava de dizer é que no litoral alentejano não há terra, há areia, de baixa fertilidade, baixo teor de matéria orgânica e baixa capacidade de retenção para a água. É portanto uma terra pobre, de rica não tem nada. Estas areias só servem de suporte às plantas, o que as torna produtivas é a utilização de quantidades enormes de fertilizantes, contendo entre outras coisas nitratos e fosfatos. Fertilizações feitas como cada um bem entende, não havendo qualquer indicação por parte das autoridades, ou qualquer controlo no sentido de proteger as linhas de água, lençóis freáticos ou o litoral, de um excesso de nutrientes que contaminam o ecossistema. Agravada esta situação pela alta permeabilidade do solo que obriga a regar constantemente lixiviando continuadamente todos os nutrientes, pesticidas e outras substâncias solúveis que se encontram nos solos.

A horticultura praticada no litoral alentejano tem pouco de inovador relativamente à Europa ou ao Mundo. Não é mais que agrupar o estilo Israelita na parte de campo e as regras Inglesas para produtos embalados. Nos dias de hoje, ambos os conceitos são uma realidade espalhada por vários pontos do Globo.

O clima não é mau, um ou dois dias de geada por ano, granizo, muito vento, humidade relativa por vezes alta, ou seja, serve para muita coisa, mas felizmente é demasiado frio de inverno para instalar aqui estufas de tomate, pimento, pepino ou meloa, tipo Almeria. Com a filosofia reinante por estas bandas seria num ápice que forravam metade do PNSACV (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina) de plástico. Além do clima e do tipo de produtos, a única diferença em relação a Almeria é que lá muitas empresas são espanholas e os trabalhadores marroquinos, e aqui empresas portuguesas são poucas ou nenhumas e os trabalhadores de países de leste ou tailandeses.

Anuncia-se que estas empresas querem criar uma marca de produção natural, mas na realidade o que se passa está longe desse tipo de produção, infelizmente. Existe um total desrespeito pela conservação da natureza e biodiversidade por parte de algumas empresas hortícolas a operar no Perímetro de Rega do Mira. São toneladas de fertilizantes, água e pesticidas variados, utilizados indiscriminadamente. Movimentações de terra sem qualquer justificação e comprometedoras para a fertilidade do solo, já de si débil. A erosão provocada por muitas das actividades aqui exercidas é pura e simplesmente ignorada pelas autoridades. A monocultura é frequente e como se sabe negativa. A água é vendida, mas não tem o suporte de sustentabilidade que deveria ter. Os serviços relativos à ocorrência de pragas e doenças e sua prevenção ou serviços que forneçam dados para uma correcta utilização da água são inexistentes. As lagoas, as dunas, as linhas de água e todo e qualquer tipo de vida continuam sobre pressão intensa e negativa. De sustentável temos muito pouco. Uma visita ao edifício do PNSACV em Odemira certamente será proveitosa no sentido de tomar conhecimento das irregularidades já cometidas e saber se já foram levantados autos.

Como Horticultura Intensiva e Protecção da Natureza, têm compatibilidade baixa, o Ministério do Ambiente apresentou em 28 de Fevereiro de 2007, em Odemira, o Programa Sectorial do Mira numa tentativa de Ordenamento do Território que abrange simultaneamente o PNSACV e o Perímetro de Rega do Mira. Dois anos depois ainda não saiu do papel, mais uma vez as boas intenções ficam pelas atitudes políticas de sofá, na prática, o dia-a-dia resume-se a cada um fazer o que quer.

O estabelecido no Programa Sectorial é, reproduzindo o que os governantes dizem:

- Enquadrar o uso agrícola das áreas do Perímetro de Rega do Mira de forma a permitir o aproveitamento do seu potencial produtivo, respeitando os objectivos de conservação da natureza;
- Assegurar a manutenção da biodiversidade;
- Garantir a preservação dos recursos solo e água;
- Incentivar a aplicação de boas práticas agrícolas;
- Incentivar uma actividade agrícola ambientalmente sustentável;
- Assegurar a participação activa dos agricultores e das empresas na implementação e cumprimento das normas previstas no Programa Sectorial, designadamente através do envolvimento da Entidade Gestora do Perímetro de Rega do Mira e das organizações representativas dos produtores.

Este último ponto deve ser revisto, uma vez que o PNSACV também deve participar nesta divulgação e transmissão de novas regras e conhecimentos, era útil ter técnicos da D.G.V. e D.R.A.P. também a participar no processo, por último é aconselhável que o Município passe a participar nestas actividades

Nada disto se verifica, a agricultura biológica, a protecção integrada são miragens por estas bandas. Por aqui uma luta química cega e lucro como única preocupação caracterizam melhor o tipo de prática corrente.

A agricultura tradicional definhou, dá a ideia que o Ministério das Finanças nunca soube que aqui se produz batata-doce ou amendoim, não encontro outra explicação para o facto do Ministério da Agricultura neste território ter incentivado e subsidiado o linho e o girassol, culturas nunca vistas por estas bandas. Definitivamente o buraco entre os governantes locais e nacionais, e o povo, é cada vez maior.

As certificações que os planos zonais e de ordenamento do Parque Natural falam para os produtos tradicionais nunca foram incentivadas, mas agora existe uma possibilidade de certificar produtos que concorrem com a Natureza na sua essência, e estamos todos prontos para fechar os olhos mais uma vez.

Talvez seja por estas e por outras que o povo diz: «A culpa é do Parque!»

Para vincar o que aqui se quer dizer em relação à inoperância desta declaração de boas intenções, apresenta-se o seguinte exemplo:

- No território em questão estão autorizados todos os pesticidas permitidos no restante território português. Saliente-se que sendo um dos objectivos a conservação da natureza e da biodiversidade, os pesticidas têm como danos colaterais o atingir outras formas de vida para além dos inimigos das culturas, exemplificando temos, peixes, abelhas, insectos benéficos ou mesmo o Homem, quer directa quer indirectamente.

- Mais, estão autorizados para o PNSACV outros pesticidas para além dos referidos, com base em pedidos das empresas instaladas no Perímetro de Rega, a que o Ministério de Agricultura denominou de autorização para «usos menores».

- Neste aspecto deve referir-se que o sistema de homologação de produtos fitofarmacêuticos em Portugal não têm acompanhado a evolução verificada noutros países europeus, as novas substâncias activas chegam tarde e a más horas ao mercado português e no caso particular do PNSACV isso é penalizador para as empresas mas também para a conservação da natureza e da biodiversidade.

- Um Parque Natural deve ter uma lista de produtos fitofarmacêuticos autorizados própria e de acordo com as características do território em que está inserido, respeitando os valores naturais e vocacionada para as empresas em actividade, tendo em conta que uma boa parte dos produtos aqui produzidos são para exportação deve salientar-se a grande diferença entre o que está autorizado em Portugal e noutros países.

- O ideal seria não ter pesticidas num parque natural, mas a economia não deixa, de qualquer forma a intenção é pedir que pelo menos se tenha mais cuidado com os actos e não fugir às responsabilidades.

Nos dias de hoje não há dúvidas quanto à necessidade de proteger o ambiente e no caso particular de produção de produtos agrícolas e hortícolas ou de origem animal, além de minimizar o impacto ambiental associado à actividade, há que ter em conta a segurança alimentar. É fundamental pôr em prática o Programa Sectorial, envolvendo todos os habitantes e visitantes desta parte do Parque Natural. A valorização dos bens produzidos no PNSACV deve ser uma prioridade, produto tradicional e convencional, e para isso devem ser produzidos de acordo com regras claras, para que de forma inequívoca possam ser acompanhados e fiscalizados. Nem todos somos agricultores mas os recursos naturais pertencem a todos e todos somos consumidores.

Quanto à referência feita ao Thierry Roussel e a ODEFRUTA, o que nunca foi explicado foi o que se passou. Os jornais falaram, continuam a falar, mas o que é certo é que tudo foi destruído, vendido, trabalhadores que nunca receberam…mas explicações, zero! Tudo abafado. Jornalistas investigadores onde estão!? É mais um elefante tipo Arco-íris.

O fantasma? Qual fantasma? Será que desde que acabou a ODEFRUTA nunca mais aqui houve atitudes duvidosas? Nós sabemos que sim e também sabemos que os senhores empresários e Presidentes de Câmara não dizem estas coisas aos senhores jornalistas, mas a verdade é que nem tudo são rosas. Por isso mesmo se criam Programas Sectoriais, mas depois onde está o resto?
Esterilizaram-se muitos hectares depois de Roussel ter partido, usando Brometo de Metilo, Formalina, Metame de Sódio; usa-se veneno para ratos em pleno Parque Natural sem tomar as devidas precauções para não contaminar a cadeia alimentar; quase todos nós ao pensar na cadeia alimentar temos como imagem a ave de rapina a alimentar-se do rato, é isso que continuamos a ensinar aos nossos filhos na escola; será que eles ainda vão ter a oportunidade de presenciar isso aqui no parque quando forem da nossa idade?

E a água da Azenha? Também foi o Roussel?

Etapas urgentes, reproduzindo o que os governantes nos comunicaram:

- A implantação e gestão de um sistema de monitorização da qualidade da água, que permita dispor de informação relativa à composição físico-química e microbiológica da água, indispensáveis para a gestão agrícola e protecção dos valores naturais, o qual será alvo de um protocolo de colaboração envolvendo as entidades com jurisdição na matéria;

- A implantação e gestão de um sistema de monitorização da composição química do solo (aqui deve incluir-se física, uma vez que não está previsto);

- A divulgação de informação sobre boas práticas agrícolas e medidas que reduzam o impacto das actividades de regadio sobre o meio, assegurando a sustentabilidade da actividade agrícola, tendo em consideração os resultados obtidos nos sistemas de monitorização referidos, bem como de outros elementos relativos à conservação da natureza e dos recursos naturais, considerados relevantes;

- O desenvolvimento de um sistema de Certificação das empresas em que o PNSACV terá um papel determinante. Conseguir-se-á assim ter empresas com a mais-valia de estarem certificada pelo Parque Natural, a produzir com qualidade e em respeito pelas regras ambientais.

Em que ponto é que estamos?

Neste país nunca houve extensão rural, os indivíduos formados em agricultura são preferencialmente enviados para as portagens de auto-estradas ou caixas de hipermercado, realidade que conhecemos de forma generalizada.

Com vontade política isto pode ser realidade rapidamente. Dar a palavra aos técnicos, sem impor o resultado que se quer obter, é fundamental um trabalho isento. Chega de politica empírica, os técnicos têm que fazer o seu trabalho, dar o seu contributo. Existem formas de tornar o Programa Sectorial funcional em pouco tempo, mas parece não haver interesse dos operadores ou do Estado. É certo que era conveniente estar dentro da realidade, mas a esperança é a última a morrer. Não é comum ver técnicos de organismos estatais em contacto com a realidade, unicamente os vigilantes do PNSACV.

A avaliar pelo trabalho feito pelos funcionários do PNSACV nos últimos anos, expliquem-nos lá como é que é o PNSACV que vai certificar os produtos? Com que funcionários? É verdade que os vigilantes do PNSACV andam por aí e fazem o que podem quando as forças ocultas não interferem. Mas aqui estamos a falar de outras coisas ou não?

As empresas já têm certificações aceites no mercado global, cumprir o Programa sectorial não é uma prioridade.

Desde 2007 tudo indica que temos aqui mais do mesmo, leis, regulamentos, programas que servem única e exclusivamente para serem aplaudidos em cerimónias de apresentação.

Quanto ao Poder Local, é assim mesmo, em tempo de crise ou fora dela as preocupações são outras, ambiente, conservação da natureza ou biodiversidade não são prioridades. Infelizmente, produzir de forma sustentada também não é uma prioridade.

O poder local devia preocupar-se em criar condições para que o município tenha um corpo técnico que acompanhe este programa sectorial, e o sector florestal e agrícola em geral. São ou não esses sectores importantes para o concelho? Então participem! Acenar que sim com a cabeça é insuficiente.

Por exemplo, em todos os sistemas de certificação do mundo é contemplada a parte social, se o trabalhador é bem tratado, se vive em condições dignas, se é remunerado dentro da lei…bem que podiam dar uma ajudinha ao PNSACV. Já era tempo de aparecerem em uníssono, pelo menos uma vez…

O poder local podia e devia, em nome de todos os cidadãos participar activamente na co-gestão do perímetro de rega, os recursos naturais são de todos os portugueses e há que seguir o que sugere a Constituição da República artigo 66º, alínea d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações. Mas ao contrário temos uma autarquia que alinha numa filosofia tipo: os nossos filhos que mudem de planeta que aqui Deus é o Mercado;

Deixo aqui uma ideia para um trabalho de fim de curso:

Avaliar a percentagem de produtos, que essas empresas plantam ou semeiam, que chegam ao consumidor final?

O que é feito com o produto rejeitado, que nunca chega a ser embalado, mas que foi pulverizado, fertilizado, regado?

Novas oportunidades?

Com a Globalização em agonia, embora os Hyper-supermercados ainda continuem a comandar o mundo, é de reflectir sobre estes temas, numa época em que a sustentabilidade e a relação Homem/Natureza assume uma importância conhecida.

Os €60 milhões de euros vezes dois, em cinco anos, soa bem…e qual é o preço a pagar para tanta pressa, para esta fartura?

Soa a dinheiro fácil, mas não é. Para a evolução dos portugueses e de Portugal é o que se sabe. Temos um sector agrícola quase morto, o que o safa são umas azeitonas espanholas produzidas em solo português, com dono e empresário também espanhol.

Quando no mesmo perímetro de rega, mesmo ali ao lado o Tio Manel ou o Zé Francisco, que sempre foram agricultores, ainda não usam gota a gota ou regas por aspersão, não sabem que o magnésio também é adubo e não têm ninguém que lhes diga, nem sequer sabem se algum dia vão receber a reforma, mesmo trabalhando a vida toda de sol a sol!?

Há que ter calma com estas coisas, Portugal é um país em que a agricultura é encarada como a mais baixa profissão do mundo, onde poucos ou ninguém quer ir parar, agora que os subsídios já não são de borla. Não acham muitos milhões para tão poucos portugueses envolvidos? Alguma coisa não bate certo.

Ao ICNB, sobre este assunto tenho pouco a dizer neste momento. Um não é todos, temos que ter fé.

O ICNB com a regulamentação da pesca, portaria 143/2009, com o desaparecimento dos produtos tradicionais, com o apoio à horticultura intensiva nos moldes presentes, já mostrou que a sua prioridade é abater a espécie Homem, habitante do PNSACV; e as outras caminham para igual estatuto.

Constituição da República
Artigo 66.º da Constituição da república (Ambiente e qualidade de vida)
1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.

Atenciosamente,
José Alberto Teixeira Nazaré

Nota: O Jornal Expresso não se mostrou interessado em repor a verdade, divulgo eu pelos meus meios e peço ajuda na divulgação…"

terça-feira, 3 de março de 2009

"Corrico" em 2009

A primeira deste ano...


Eu e o meu companheiro do corrico, Simão Pedro, aventurámo-nos num fim de tarde gelada - a neve persiste no Pico. Lá deu uma pequena anchoveta (pomatomus saltatrix), muito combativa. Depois de fotografada, foi prontamente devolvida ao seu meio marinho, para que cresça e se torne um troféu daqueles que todos anseamos capturar. A jornada durou pouco tempo, pois estávamos a ficar "congelados" com tanto vento...

Cana Hiro Proteus Spin 2,70m, 20-60g; Carreto Shimano Spheros 6000FA; Linha Multifilamento Power Pro Moss Green 30lbs; Terminal Fluorocarbono Duel 50lbs; Clip Hiro; Amostra Rapala SX-Rap 12, côr S (de "s"hicharro, hehehe); Luvas Helly Hansen; Alicate de Contenção Boga Grip 130, 30lbs.



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os incontornáveis "Japos"... e a pesca "urbana".

... exemplos de pesca ao corrico ("spinning") em ambiente humanizado (urbano e industrializado).
A sério... Temos muito a aprender com eles (mas só as "coisas boas").














segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Península de Kamchatka

Neste Planeta, por onde apenas estamos de passagem, ainda existem lugares assim...



Eastern Rises | teaser from felt soul media on Vimeo.
Felt Soul partnered with The Fly Shop to document an epic fly fishing journey to Russia's remote Kamchatka Peninsula. What we found... big, beautiful, mouse-crushing native Rainbow trout, super Kudzha and Bigfoot in Russia's far, far east.

Alta Definição. Recomenda-se o visionamento em modo de ecrã inteiro.

AH grande Luiz Pacheco...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Manutenção de um Carreto de Spinning Van Staal

Para quem tem o privilégio de possuir um destes extraordinários carretos, infelizmente não é o meu caso, aqui vos deixo dois pequenos vídeos ilustrativos da forma de utilizar o "kit de manutenção self-service da Van Staal".



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CLUBE NAVAL DA HORTA
Calendário de Pesca Desportiva Costeira
CAMPEONATO - 2009

1ª. PROVA
Dia 25/01/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Comprido/Castelo Branco.
Espécies-Alvo: Sargo

2ª. PROVA
Dia 08/02/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Castelo Branco / Laginha.
Espécies-Alvo: Peixe Rei, Garoupa, Bodião, Castanheta e Veja

3ª. PROVA
Dia 08/03/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Fajã / Comprido.
Espécies-Alvo: Sargo

4ª. PROVA
Dia 21/03/2009 (NOCTURNA)
(Das 20,00 às 24,00 Horas)
LOCAL - Marina.
Espécies-Alvo: Sargo, Besugo, Abrótea, Carapau e Pargo

5ª. PROVA
Dia 05/04/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Laginha / Castelo Branco.
Espécies-Alvo: Peixe Rei, Garoupa, Bodião, Castanheta e Veja

6ª. PROVA
Dia 26/04/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Castelo Branco / Laginha.
Espécies-Alvo: Peixe Rei, Garoupa, Bodião, Castanheta e Veja

7ª. PROVA
Dia 17/05/2009 (DIURNA)
(Das 08,00 às 12,00 Horas)
LOCAL - Varadouro / Fajã.
Espécies-Alvo: Sargo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quem não se sente, não é filho de Boa Gente...

"CARTA ABERTA AO SR. PRESIDENTE
DA COOPERATIVA PORTO DE ABRIGO

Quem não se sente (nós Pesca Lúdica)
não é filho de boa Gente

Esclarecimento à Noticia Publicada no Açoriano Oriental de 21 de Janeiro de 2009

Limites de Pesca dividem Pescadores

No Artigo publicado no dia 21 de Janeiro de 2009 e divulgado na RTPA, tendo como tema principal o Limite da Pesca Local, onde se afirma a existência da divisão entre os pescadores Profissionais dos diversos Grupos Açorianos.
Discordamos novamente das declarações do Sr. Presidente da Cooperativa Porto de Abrigo, sobre a pesca Lúdica, encontram-se fora de contexto. Atendendo ao facto de que, novamente, o Sr. Presidente atira para cima da Pesca Lúdica a responsabilidade de que existindo delapidação das capturas sobre as diversas espécies pescáveis na Zona Económica Açoriana são da responsabilidade dos pescadores de pesca lúdica, a isso chamamos atirar areia para os nossos olhos, afim de ocultar o que de grave se passa na pesca profissional.
Em primeiro lugar, chamava a tenção para a fotografia publicada e que nos foi mostrada a ver na RTPA, onde só quem fala é o Sr. Presidente da Porto de Abrigo e os membros presentes nada dizem, ou não sabem o que dizer.
Achamos que já é tempo de separar as águas, dos pescadores Lúdicos e dos Profissionais, atirando as culpas para um lado, para a pesca Lúdica e não responsabilizando o outro, a pesca profissional.
Alguns, mesmos muitos, conhecem a nossa opinião sobre a pesca, e sabem porque lhes tendo dito e afirmado que são eles e mais ninguém que estão a matar a GALHINHA DOS OVOS DE OURO e não os pescadores Lúdicos.
Não vou discutir se as Três milhas ou as Seis milhas é, ou não a melhor escolha, mas o que digo é que eles já delapidaram os bancos costeiros da Ilha de S. Miguel e que se permitirmos, isto é, se as outras ilhas vieram a fechar os olhos, o que espero não venham a fazê-lo, e se o permitiram, o que se irá verificar é que, se olharmos, por exemplo, para os bancos mais conhecidos de S. Miguel, o famoso Banco do 70, o Mar da Prata, etc. sejam Mares já considerados Mortos, porque no seu fundo encontram-se milhares e milhares de braças (kilómetros) de aparelhos no fundo destes Bancos.
Quando o mesmo afirma o elevado número de licenças para a pesca lúdica e para a pesca submarina, gostaria de salientar que o que se refere à Pesca Lúdica embarcada, não nos devemos esquecer de que hà dois anos atrás, antes da entrada do Dec. Leg. Reg. n.º 9/2007/A, que veio legislar sobre a pesca lúdica, o Sr. Presidente afirmava naquela data, que existiam na Região Açores para mais de 4.000 embarcações registadas com o registo de
embarcações de RECREIO.
Já nesta altura lhe chamava a atenção que as informações de que dispunha não eram as mais correctas, devido ao facto de que nos registos das embarcações ditas Desportivas, existirem as MOTOS DE ÁGUA, os VELEIROS, etc.
Do levantamento que a Associação Açoriana de Pesca Desportiva de Mar levou a efeito, solicitando dados às diversas Capitanias Açorianas, bem como do levantamento efectuado directamente (pessoal) nos diversos portos Açorianos, verificamos a existência de diversas discrepâncias entre os dados recolhidos.
Poderei afirmar, com dados concretos, que muitos dos dados que foram por mim recolhidos eram mais actualizados do que os oficialmente indicados. Poderei mesmo afirmar que nalguns casos recolhi registos, que não constavam nos registos indicados pelas Capitanias.
Das declarações do Sr. Presidente da Porto de Abrigo sobre as capturas efectuadas pela (frota) pesca lúdica, neste aspecto até estou de acordo com ele, mas chamava especial atenção para este assunto, devido ao facto de que o Sr.Presidente não especifica, onde, e que quantidades de pescado estão em causa.
No entanto, poderei afirmar que esta situação ocorre, e todos nós o sabemos onde ocorre, com antigos profissionais do Grupo Central, e alguns de outros Grupos, mas todos sabemos que esta situação existe, e que os antigos profissionais que abateram as suas embarcações profissionais e as registaram novamente como embarcações de recreio 000 SR 00, continuaram a praticar a pesca LÚDICA efectuando a venda do Pescado capturado.
Se verificarmos os dados que se encontram abaixo (ano de 2008), verificar-se-á que nas ilhas do Grupo Central é onde foram tiradas mais licenças para as embarcações de recreio.
No entanto, quando o Sr. Presidente afirma que a delapidação é efectuada pela frota de pesca LÚDICA, chamava-lhe a atenção que um PALANGREIRO lança ao mar, milhares e milhares de anzóis, e recolhe TONELADAS, digo e afirmo TONELADAS de peixe.
Aproveitava para lhe perguntar quantos barcos de Pesca de Palangre de Fundo de BOCA ABERTA e Pequenas Traneiras existem na frota Açoriana, se tivermos em atenção ao numero de licenças de Pesca Lúdica embarcada emitidas no ano de 2008 1.202 e tendo em conta que no Dec Reg 9/2007/A Artigo 13º Pontos 1º e 2º só é permitido para um número de 3 pessoas embarcadas um total de 20 Kg por dia de Pesca?
Se todas as embarcações de Pesca Lúdica estivessem no mesmo dia a pescar e capturassem 20 Kg daria um total de 24.000Kg, o que na realidade se torna impensável, atendendo que na maioria das vezes é ao fim de semana que se vai pescar, poderíamos divagar sobre contas e mais contas, e o que afirma o Sr. Presidente da Porto de Abrigo não tem cabimento na realidade da Pesca Lúdica.
No referido artigo, o Sr. Presidente afirma (é completamente desconhecido o impacto sobre as espécies costeiras resultante da actividade dos pescadores de pesca submarina). O que lhe chamava a atenção é se sabe qual o impacto da pesca com redes junto à costa, e dos COVES e GAIOLAS, que são centenas ou senão Milhares, abandonados e que matam durante meses e anos sistematicamente e sem proveito para ninguém, e que se pratica constantemente, quase diariamente nas nossas Ilhas.
Também sabe (se não sabe deveria saber) dos kilómetros de "Long Line" de Fundo que são lançado junto à Costa. E quantas toneladas de Vejas, Garoupas, Bicudas, são descarregadas nas nossas lotas? Aqui fica a pergunta.
Se tivermos em atenção as licenças já emitidas para o ano de 2009, verificamos que é novamente no Grupo Central que estão a ser emitidas a maioria das licenças de Pesca.
Julgo que com os dados apresentados abaixo já podemos tirar algumas ilações.


Estamos prontos para debater este assunto afim de que, de uma vez por todas, se calem as afirmações de que somos nós os pescadores LÚDICOS, embarcados e ou de Costa (Pedra) que delapidam os nossos mares." Associação Açoreana de Pesca Desportiva de Mar - A.A.P.D.M.

A notícia em questão...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Já dizia o Eça...

"Portugal é um país muito bonito, o problema é os Portugueses."


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Regulamentação da Pesca Recreativa e Lúdica

Portugal - Mar
*Quadro Legal da Pesca Dirigida a Espécies Marinhas, Vegetais e Animais, com Fins Lúdicos, em Águas Oceânicas, em Águas Interiores Marítimas ou em Águas Interiores Não Marítimas - De(cr)(j)eto-Lei n.o 246/2000, de 29 de Setembro de 2000

*Licença de Praticante de Pesca Lúdica - Por(t)(c)aria n.o 1399/2006, de 15 de Dezembro de 2006

*Regulamentação do Exercício da Pesca Lúdica em Águas Interiores Marítimas, Águas Interiores Não Marítimas Sob Jurisdição da Autoridade Marítima e Águas Oceânicas da Subárea da ZEE do Continente - Definição das Áreas e Condicionalismos ao Exercício da Pesca Lúdica - Por(t)(c)aria n.º 144/2009, de 5 de Fevereiro de 2009 Revoga a anterior Por(t)(c)aria n.º 868/2006, de 29 de Agosto de 2006

*Condicionalismos Específicos ao Exercício da Pesca Lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) - Por(t)(c)aria n.º 143/2009, de 5 de Fevereiro de 2009

Açores - Mar
*A Pesca Lúdica nos Açores

*Regime Jurídico da Pesca Lúdica nas Águas dos Açores - Decreto Legislativo Regional n.º 9/2007/A, de 19 de Abril de 2007

*Licença de Pesca Lúdica - Despacho Normativo n.º 62/2007, de 21 de Dezembro de 2007

Portugal - "Àguas Interiores"
*A Pesca em Águas Interiores

Açores - "Àguas Interiores"
*Licença para o Exercício da Pesca "Desportiva" nas Águas Interiores dos Açores